quinta-feira, 22 de março de 2012

Macedo x Valdemiro

Domingo, dia 18-03 o bispo Edir Macedo, através do jornalismo de sua emissora de televisão, faz uma grave denúncia contra apóstolo Valdemiro Santiago, grande concorrente seu dentro do mercado evangélico brasileiro, acusando-o de desviar o dinheiro arrecadado da igreja para comprar fazendas no Mato Grosso. Acusação de desvio de dinheiro que também o próprio bispo Macedo já recebeu muitas vezes mas que até agora não deu em nada. O bispo também é acusado de desviar dinheiro da Igreja Universal, inclusive para comprar sua emissora de TV, a Rede Record. Ou seja, é o sujo falando do mal lavado (!)(?)

Segundo as "más línguas" o motivo seria, primeiramente porque o bispo da universal está perdendo membro$ (clientes) para o apóstolo Valdemiro da Mundial, e o segundo motivo é que, com o grande número de fiéis da Mundial aumentando assustadoramente os políticos brasileiros estão voltando os olhos agora para o apóstolo Valdemiro. É aquele negócio, quando os urubus vêem carniça já começam a rodear o local. Com isso o bispo Macedo, além de estar perdendo fiéi$, que ajudam a manter seu império, ainda está perdendo poder político. E isso é grave, por isso a denúncia do bispo da Universal

Mas isso é só o começo. Do jetio que as coisas andam no Brasil, estas igrejas, melhor, empresas que vivem concorrendo uma com as outras vão acabar se auto-destruíndo. Que isso sirva de alerta aos crentes que seguem estes empresários da fé. Porque talvez nunca na história cristã evangélica tivemos crentes tão alienados e cegos, assim como líderes cada vez mais ricos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O dízimo judaico não é cristão

É impressionante como existem líderes evangélicos que em pleno séc. XXI continuam repetindo os mesmos argumentos do passado para que seus membros paguem 10% do salário recebido todo mês à instituíção religiosa. Usando os mesmos versículos descontextualizados para legitimar o dízimo judaico no seio da igreja cristã, estes líderes não cansam de repetir as mesmas frases prontas que deram certo no passado, porém, que hoje não se sustentam mais.
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Todos sabemos que as instituíções, sejam elas religiosas ou não, precisam de recursos para se manterem ativas em seus seguimentos. A ajuda financeira é fundamental para a manutenção e continuidade do trabalho a qual se destina as instituíções. Nisto se inclui até as igrejas cristãs, uma vez que precisam arcar com suas despesas mensais, como água, aluguel, luz, material etc.
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Até aí tudo bem. O problema é que muitos líderes, para conseguir estes recursos financeiros, usam de argumentos falaciosos, que não condiz com a realidade cristã primitiva, pautada nos ensinos de Jesus de Nazaré. Ou seja, fazem uso de uma lei judaica, a qual os judeus tinham que entregar seus dízimos no templo de Jesrusalém. Lei esta que não se encontra endossada no Novo Testamento, seja por Jesus ou pelos apóstolos.
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Em nenhum momento, onde o NT faz menção de recursos financeiros, encontramos o uso da lei judaica sendo usado como modelo aos cristãos. Antes, encontramos, Paulo, por exemplo, dizendo: "Cada um contribua segundo propôs em seu coração". Ou seja, num momento onde irmãos precisavam de recursos financeiros Paulo não faz uso do dízimo judaico como um mandamento também destinado aos cristãos, antes, deixa claro que cada um contribua segundo o coração.
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Um ensino que condiz com a mensagem do Evangelho, da graça, do amor. Nada no Evangelho é feito por coerção ou por medo. Jesus não obriga ninguém a seguí-lo, e muito menos, neste caso a dar 10% do seu salário todo mês. As pessoas podem até dar, mas não porque Jesus mandou, ou os apóstolos ordenaram.
Portanto, os líderes precisam ser honestos e deixar bem claro a seus membros que eles estão livres de dar 10% do seu salário á igreja. Parar de fazer barganhas, ameaças, direta ou indiretamente, contra aqueles que não dão o dízimo. Precisam abandonar o poder, a vaidade, porque o Reino de Deus não é como o reino deste mundo.
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Os cristãos são chamados a servir no Reino com amor. Na verdade o amor é a motivação cristã, não somente para ajudar a igreja finaceiramente, mas também para dar sua própria vida á causa de Cristo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

ATEUS INTOLERANTES

O religioso, em geral, é considerado por muitos ateus como uma pessoa fanática e intolerante. Que, quando não demoniza o ateu, tenta de todas as formas convertê-lo à sua religião. De fato isto é um problema que infelizmente ainda existe dentro das religiões. Porém, não são todos os religiosos que agem assim. Isso porque, dentro das religiões existem os grupos fundamentalistas que se fecham para o diálogo, os conservadores que procuram manter e zelar pela tradição, e os liberais ou progressistas que têm uma teologia mais aberta e está aberto ao diálogo com outras religiões, assim como com as ciências modernas. Por isso que nem todo religioso é intolerante e fanático. E isso precisa ficar claro para estes ateus, que acabam generalizando, e, para combater tal comportamento, sem perceber, acabam usando as mesmas armas, ou seja, se tornam ateus intolerantes e fanáticos.

Uma coisa interessante de se notar é que a religião, ou mesmo a crença em Deus, não é o motivo das pessoas serem intolerantes e fanáticas. Isso é uma falácia. Porque, segundo o que vemos na mídia, nas redes sociais e em livros de ciência e filosofia, são ateístas militantes, pessoas que não são religiosas e que muito menos crêem em Deus, agindo com intolerância, perseguindo e julgando todos os religiosos, como se todos fossem intolerantes e fanáticos, promovendo assim um clima hostil entre as partes. A coisa está tão séria que o filósofo suíço Allain de Botton divulgou a idéia de construir um templo ateu.

Bem, como podemos ver a intolerância e o fanatismo não estão ligados à religião, ou à crença em uma divindade. Muitos ateus fundamentalistas fazem questão de deixar isso claro mediante suas atitudes. E detalhe, pessoas que se julgam mais racionais do que os religiosos. Porém, nós teístas também não podemos generalizar e colocar todos ateus no mesmo barco, uma vez que, existem ateus que vivem uma vida honesta, justa, ética e compromissada para com o desenvolvimento social, para com o próximo, enfim, para com a vida. Por isso merece todo nosso respeito.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE DO PR. SILAS MALAFAIA ESTÁ CERTA E SALOMÃO É UM TROUXA

Os adeptos da teologia da prosperidade, influênciados por seus líderes ambiciosos que desejam acumular riquezas na terra, além de não conhecerem a essência do Evangelho do Reino e seus valores, também desconhecem os princípios básicos da hermenêutica, disciplina esta que nos ajuda a interpretar e entender um pouco mais dos ensinos neotestamentários. E por desconhecer tais princípios se tornaram vítimas desta teologia e por ela são manipulados.


Podemos observar que os líderes e propagadores da teologia da prosperidade nem se preocupam em se aprofundar nos estudos bíblicos, como nas disciplinas de hermenêutica e exegese. Aliás, eles até costumam criticar homens e mulheres que buscam nestas disciplinas uma maior compreensão dos textos bíblicos, assim como o entendimento acerca da mensagem do Reino de Deus. Na verdade, estes líderes evangélicos da prosperidade investem tempo em cursos de marketing, empreendedorismo, gerenciamento de pessoas e oratória. Tudo isso, não para aumentar o conhecimento bíblico, mas a performance nos púlpitos de suas igrejas e na mídia.

Bem, os líderes desta teologia, que aliás está tendo sucesso no Brasil, costumam usar os "óculos da prosperidade" quando lêem a Bíblia. Esta é a hermenêutica deles. Por isso todos versículos que lêem eles associam à prosperidade, às riquezas de Deus. Usam uma lógica estranha aos ensinos de Jesus, e que permite qualquer um encontrar na Bíblia o que quiser. Por exemplo; na mesma lógica os gays costumam usar os "óculos cor de rosa" para lêrem as Escrituras, por isso dizem que Jesus era gay, Davi, Jônatas, enfim, que o mundo é gay. Ou seja, da mesma forma fazem os líderes da teologia da prosperidade. Eles usam os "óculos da prosperidade" e acabam vendo prosperidade financeira em tudo na Bíblia.

A lógica desta teologia é muito perigosa, e infelizmente está levando muitos evangélicos no Brasil para um caminho que não condiz com a realidade do Reino de Deus, mas do reino deste mundo. Par você ter uma idéia, em sua ambição e desejo desenfreado de possuir riquezas materias um dos expoentes da teologia da prosperidade no Brasil, o pastor evangélico Silas Malafaia, chega a ignorar um versículo bíblico onde as palavras do autor revelam o que está no mais profundo dos nossos corações, além de chamá-lo, indiretamente de trouxa.


Obs: Atribuí a Salomão a autoria destes versículos porque na tradição judaica estes versículos são interpretados pela Hagadá (הגדה) como epítetos de Salomão , jogando com as palavras da seguinte forma: "Agur" denota "o compilador, o primeiro que reuniu máximas juntos.


O sábio escreve: "Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês, nem a pobreza nem a riqueza, mantem-me do pão da minha porção de costume; para que, por ventura, estando farto não te negue, e venha dizer; quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão" (Pv 30.8-9)

Vou parafrasear o que Silas Malafaia diz sobre estes versículos na sua pregação: "O camarada disse isso porque ele conhecia seu coração. Sabia que não tinha estrutura para ter muito. Trouxa é o crente que faz esta mesma oração. Esta oração de salomão não serve pra mim, ela era pessoal, referente a ele salomão e não a mim (Silas)". Ela não é uma doutrina". Enfim, já deu pra percber o raciocínio do Silas malafaia. Esta pregação está disponível em seu site: Tempo de conquistar - parte 2 http://www.vitoriaemcristo.org/_gutenweb/_site/gw-videos/file.cfm?PaginaAtual=3&f=vit



É impressionante como esta teologia está cegando as pessoas, a ponto delas negarem o texto bíblico em detrimento de seus desejos e ambições carnais. A própria Bíblia diz que; "Enganoso é o coração do homem...". Veja que a teologia da prosperidade relaciona tudo na Bíblia com a prosperidade financeira, e aqueles versículos que mostram o perigo da cobiça e do amor ao dinheiro, são ignorados e distorcidos por muitos líderes da prosperidade, como bem podemos constatar na pregação do Silas Malafaia.

Tomemos cuidado porque não foi isso que Jesus ensinou.